O fotógrafo

A fotografia não é apenas o meu trabalho. Faz parte da minha história.

Minha trajetória começou antes mesmo de eu segurar a primeira câmera profissional. Sou natural do Mato Grosso, mas, em 1993, com apenas 3 anos, cheguei a Curitiba com meus pais. Eles vieram com um objetivo claro: empreender no mercado audiovisual.

Minhas lembranças de infância são raras, mas uma é nítida: eu junto ao meu pai, ajudando (ou achando que estava ajudando) na seleção manual de fotos de formandos. Aos 12 anos, enquanto meus amigos ocupavam o tempo livre com outras distrações, eu já acompanhava meu pai nos eventos aos finais de semana. Naquela época, o digital ainda era um vislumbre do futuro no Brasil; meus primeiros cliques foram no filme, sentindo a necessidade de precisão nos registros e a textura próprios das câmeras analógicas.

Foi ali, nos bastidores dos eventos em Curitiba, que aprendi o que nenhum curso ensina: o respeito pela singularidade de cada momento. Aprendi que, embora os eventos possam parecer semelhantes, no que diz respeito ao roteiro cerimonial, a história de quem está ali é única. E a consciência da responsabilidade de eternizá-la já me era bem tangível.

Aos 16 anos, recebi a confiança do meu pai para fotografar meu primeiro casamento sozinho. Lembro-me como se fosse hoje: o frio na barriga, as mãos suadas, mas a postura de alguém que parecia já ter feito aquilo muitas vezes sozinho. Sempre aparentei ter mais idade do que realmente tinha, e não acho que era pela minha aparência.

A maturidade veio cedo e a fotografia ocupou um espaço muito significativo na minha formação pessoal. Encarei como minha profissão, minha empresa, e fui atrás de me aprimorar: participei de incontáveis congressos, estudei técnicas exaustivamente e construí uma estética própria. Em poucos anos, o reconhecimento veio de forma orgânica: aos meus 18 anos, noivos começaram a procurar a empresa do meu pai com um pedido: só fechariam o contrato se na equipe escalada eu fosse o fotógrafo principal.

Ali nasceu o "pacote Gustavo Sguissardi" — uma demanda natural por um olhar autoral que, pouco tempo depois, se tornou a Gustavo Sguissardi Fotografia.

Hoje, somo quase duas décadas de experiência real. Mas, além da técnica, eu carrego a empatia de ter passado por essa mesma fase que vocês estão passando agora: a de quem também já planejou os detalhes do próprio casamento.

Em 2016, vivi o desafio de organizar com a Amanda (minha amada esposa e mãe das minhas duas pequenas) nosso grande dia. Eu em Curitiba, ela em Belo Horizonte (onde nos casamos), sentimos juntos a dor e o prazer de cada detalhe. Mesmo com anos de mercado, imerso nesse universo, tendo os mais diversos contatos em Curitiba para fazer nosso casamento aqui, buscamos juntos os fornecedores em BH que mais se encaixavam com nossa realidade e desejos. Posso dizer com convicção que passar por isso ressignificou meu trabalho. Percebi que na fotografia não queríamos apenas um "prestador de serviço", queríamos alguém com quem tivéssemos afinidade e sinergia. Alguém com quem sentíssemos liberdade para que pudéssemos viver cada instante com o que havia de mais verdadeiro em nós, alguém com quem nos sentíssemos à vontade para ser naturais. E foi nessa busca que conhecemos o querido fotógrafo e amigo Matheus Koelho. (Já respondendo à pergunta que costuma sempre surgir quando falo do nosso casamento: "quem fotografa o casamento do fotógrafo?")

Desde então, minha forma de lidar com os noivos foi para muito além do comercial; gerar identificação se tornou primordial. Digo com tranquilidade: mais do que gostar do meu estilo de fotografia, vocês precisam se sentir à vontade comigo. É essa conexão que liberta a espontaneidade e transforma registros em memórias vivas que farão vocês sentirem o mesmo frio na barriga daqui a 10, 20 ou 50 anos.

Bem, agora que vocês já conhecem um pouco da minha história, eu adoraria conhecer a história de vocês, de como se conheceram e chegaram até aqui. 

Eu continuo sendo o fotógrafo principal da empresa, o que significa que temos uma equipe única de fotógrafos e, portanto, conseguimos cobrir um número reduzido de casamentos por ano.

Clica aqui embaixo para vermos a disponibilidade da agenda juntos e marcarmos esse papo sobre vocês.